Sobre o Canil


Nobilis Domum Kennel - nossa história

Olá! Sou Luciano, idealizador do Nobilis Domum Kennel. O canil foi um sonho que se iniciou na minha infância no Paraná. Desde aquela época tinha o imaginário de um dia ter um grande terreno gramado e cães para nele brincar, pois morávamos em uma casa sem quintal e com terreno não muito grande. Mesmo sem as condições sonhadas, tivemos um cão SRD preto chamado Bengi, que algum tempo depois acabou fugindo e infelizmente nunca o encontramos. Passados uns anos, certo dia, um dos meus irmãos chegou em casa, literalmente, com uma “bola de pelo” branca e marrom no colo. Ele havia ganhado de um amigo um filhote mestiço de São Bernardo! O pai era “puro”, mas a mãe era mestiça de fila e alguma outra raça que não recordo. Bem, Nike viveu conosco por muitos anos e as lembranças dessa época são muito boas. Tenho boas recordações dos passeios, banhos e bagunça em casa. Nike morreu muitos anos depois, já padecendo de uma displasia coxofemural. Desse tempo, também lembro que Nike sofria muito com o calor do verão, devido a sua pelagem densa. Mais ou menos 15 anos depois, eu já casado e morando em Brasília, surgiu a oportunidade de me mudar para uma casa, após anos morando em apartamento. Foi então que surgiu a idéia de termos um cão de estimação, haja vista a disponibilidade de espaço, além da necessidade de um animal para guarda, já que a violência observada em Brasília, assim como em grande parte do País, nos assustava. O imaginário da infância de uma casa com um grande gramado e cães, parecia que ia se concretizar!


A escolha da raça

Com a previsão de mudança em alguns meses, comecei a pesquisar raças voltadas para guarda e com um bom convívio familiar. Em um primeiro momento idealizei adquirir um Pastor Alemão. Observando o ranking de “inteligência canina” percebi que o Pastor, dentre os cães “de guarda”, estava entre os primeiros colocados. Passei a ler mais sobre a raça, mas um fator me chamou a atenção. Sua pelagem é razoavelmente longa e densa e isso me fez pensar no calor de Brasília. Será que seria conveniente ter um cão com pelo longo para enfrentar este clima? Logo lembrei do sofrimento do nosso Nike nos verões e avaliei que não seria interessante arriscar. A próxima raça “de guarda” no ranking era o Dobermann, um cão com pelo curto, elegante, imponente e muito vistoso. Logo que adquiri um pouco mais de conhecimento básico sobre a raça, concluí: é exatamente o que procuro! A descrição era de um animal extremamente fiel, carinhoso com a família e atlético. Era o ano de 2010 e em alguns meses nosso filho já teria seu primeiro contato com o Sultão, nosso primeiro dobermann (pet, de linhagem americana) que está conosco até hoje (2019). No início ficávamos um pouco preocupados com o futuro, como seria quando Sultão ficasse grande pois os folclores eram muitos e iam desde “cuidado, vocês tem uma criança pequena e esta é uma raça traiçoeira” até a clássica “essa não é aquela raça que a caixa craniana é pequena para o cérebro e o cão enlouquece, vindo a atacar o dono?”. A fidelidade, a disposição e o carinho do Sultão eram contagiantes. Isso fez com que a minha paixão e o interesse pela raça aumentassem a cada dia. Resolvi, assim, acompanhar as exposições do Kennel Clube de Brasília para admirar outros exemplares de dobermann.


O nome e a logo do Kennel

Em pouco tempo a participação em exposições passou a ser um objetivo, pois fui “contagiado” por aquele ambiente...o “mosquito” da cinofilia havia me mordido! O primeiro passo seria adquirir uma boa fêmea e registrar um afixo para começar a “brincadeira”. Mas qual seria o nome? Observando os afixos existentes à época, alguns utilizavam a palavra Von, que vem da língua alemã e significa algo como “de”. Inicialmente avaliei a possibilidade de também seguir nesta linha, fazendo um mix do significado tanto do meu sobrenome, como da minha esposa, com a língua alemã (país de origem da raça). Nogueira e Carvalho são nomes de árvores, então seguindo a premissa pensei em Von Baum que significaria algo como “Da Árvore”. Examinando o nome de forma mais crítica, cheguei à conclusão que o resultado não me agradava, pois seria mais um afixo fazendo referência a uma raça alemã, algo como um clichê. Também avaliei que, caso um dia eu decidisse iniciar a criação de uma segunda raça ficaria com um nome de afixo atrelado a uma raça alemã, à língua alemã...e se a nova raça fosse inglesa? Tenho admiração por Whippets! Para evitar esses pequenos dilemas, resolvi utilizar o latim para o nome do afixo. Desta vez, ao invés de simplesmente traduzir Vom Baum para o Latim, reconstruí a idéia. Nossos sobrenomes, além de serem iguais a nomes de árvores, são sobrenomes de origem nobre em Portugal e presentes na sala dos brasões do Palácio Nacional da Pena, em Sintra. Considerando tal fato, depois de algumas análises surgiu a idéia de batizar o afixo como Nobilis Domum que quer dizer algo como Nobre Casa ou Nobre Morada. Decidido o nome, o próximo passo seria o logo. Como o nome seria em latim pensei em confeccionar o mesmo com um desenho que lembrasse uma casa romana, da época do império, guardada por dois cães. Por fim foram escolhidas as cores Amarelo Ouro e Negro, que remetem a cores nobres, complementando a premissa. Finalmente estava definido o nome do afixo, bem como o logotipo. 


A escolha do tipo e da fêmea

Certa vez, em uma clínica veterinária em Goiânia, encontrei um cão que mudaria minha forma de ver a raça dobermann. Era um cão grande, forte, com marcações escuras e diferente, tanto do nosso Sultão quanto do que eu tinha visto até então em exposições do Kennel Clube. Era um dobermann tipo europeu, o Fúria, propriedade do grande amigo Sandro Lucio de Oliveira. Nesse dia, além da grande amizade com o Sandro nasceu a vontade de começar a criar esse tipo de dobermann. Através do Sandro fui conhecendo os criadores europeus, bem como as diversas linhas de sangue do velho continente e um cão em especial chamou minha atenção. Grand Mollis Armani era um cão marrom muito forte e bonito, que foi campeão do mundo da FCI e também IDC Sieger (campeão do mundo do International Dobermann Club). Poucos cães conquistaram os dois títulos. Passei então a buscar uma ninhada de Armani e no fim de 2014 descobri uma na Rússia, terra natal do mesmo. Logo iniciei as difíceis tratativas com o criador e em fevereiro de 2015 chegava em Brasília nossa primeira dobermann européia. Sant Kreal Oprah, uma forte cadela marrom, era filha de Grand Mollis Armani e de Sant Kreal Jantarnaya Skazka. Oprah conquistou os títulos de Campeã Brasileira, Campeã Panamericana e Grande Campeã Brasileira de beleza. Em 2017 foi a melhor fêmea em uma das pistas da Exposição da CBKC e neste mesmo ano foi a melhor dobermann européia do ranking CBKC. 


A consolidação do plantel


Ainda em 2017 chegou em Brasília, vinda da Rússia, nossa segunda dobermann européia. “Zara” Beatriche Iz Zoosfery é filha de Rensdorff Lavr e Chio Chio San Iz Zoosfery, sendo que seu pai Rensdorff Lavr sagrou-se vice campeão do mundo na exposição da FCI em Amsterdan no ano de 2018. No início de 2018 nossa querida Oprah faleceu, devido a uma infecção generalizada. Em meados de 2018 chegaram Sant Kreal Zulu e Eria Pro Wegha, ambos vindos da Rússia. Zulu é filho do grande Oksamit de Grande Vinko, grande cão linha estrutura que participou de dois mundiais de trabalho, e Sant Kreal Jarila. Wegha é filha de Eria Pro Boss Maximillian e Eria Pro Carolina Infanta.


Missão

Nossa missão é contribuir para o aprimoramento contínuo da raça que criamos baseados no tripé saúde, funcionalidade e beleza. 

Conquistas

Nosso amado Zulu foi o dobermann linha européia mais bem colocado no ranking CBKC no ano de 2019!

http://www.dogshow.com.br/Ranking/ranking-cbkc-raca.asp

Nossos cães na TV!

Nossa amada Zara e seu treinador Leandro participando de matéria na TV, no Estado de Goiás.

https://www.youtube.com/watch?v=ZAx5nbBWKH8&feature=share

Fotos